Negócios positivos
Além de se tornar uma tendência de treinamentos em recursos humanos, os games corporativos reforçam o mercado e geram novas vagas de trabalho. Na Insólita Stúdios, empresa que surgiu há três anos, os jogos corporativos eram tratados como uma maneira temporária de manter o negócio, enquanto se dedicava à produção de um game de entretenimento.
– Pensamos nos jogos sérios como uma unidade de negócios – diz Winston Petty, fundador da Insólita.
A equipe manteve a receita da companhia, que ainda não saiu do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (USP). Na Gestum, que desenvolve e-learning e jogos corporativos, os projetos são levados muito a sério, e não poderia ser diferente: representam 10% da receita, crescimento médio de 62% nos últimos dois anos. Para este ano, a aposta é que os jogos cresçam 42%, no mesmo ritmo da empresa.
– Os projetos envolvem equipes multidisciplinares e duram em média três meses, mas podem levar um ano – diz César Braga, diretor de negócios da Gestum.
Em outras desenvolvedoras de jogos, o segmento corporativo cresce acima da média. Na Aennova, os jogos e simuladores correspondem a 60% do faturamento. E a empresa passou de sete para 35 funcionários em menos de um ano.
O custo
A interatividade e a modernidade de utilizar games nos treinamentos têm seus preços. Os jogos de negócios partem de um valor cerca de cinco vezes maior do que os projetos de e-learning. Variam de R$ 50 mil a R$ 600 mil, dependendo da complexidade.
Fonte: Caderno Empregos e Oportunidades, Zero Hora, Domingo, 5 de outubro de 2008.
